Diariamente vemos coisas impossíveis acontecendo, pelo menos coisas que até um certo tempo atrás eram dadas como impossíveis de acontecer.
Hoje são possíveis os transplantes de órgãos, que até alguns anos atrás eram dados como impossíveis. O próprio romance “Frankenstein: or The Modern Prometheus”, em inglês, de Mary Shelley, sempre foi considerado como ficção científica, e, no entanto, as experiências do personagem Victor Frankesntein, um estudante de ciências naturais, que constrói um monstro em seu laboratório, com sucessivos transplantes de membros e partes de corpos humanos, acabou com a ficção científica, criando-se uma realidade que hoje, nas ciências médicas, descortinou possibilidades infinitas na reconstrução de ossos, membros, peles e parte do corpo. Neste sentido, então, o impossível tornou-se possível.
A travessia dos mares era impossível antes do advento das caravelas, na época das Grandes Navegações. O entendimento, em torno do final da idade média, de que a terra era plana, e no seu extremo havia um abismo onde qualquer embarcação iria soçobrar, aliada à figura de monstros, como o gigante Adamastor, citado na obra Lusíadas, nas estrofes 37 a 60, de Luís Vaz de Camões, tornavam impossível se aventurar por aqueles mares.
No entanto Cristóvão Colombo descobriu a América e Pedro Álvares Cabral descobriu o Brasil, navegando justamente por aqueles mares, nos quais era impossível a navegação.
Julio Verne, considerado o precursor da Ficção Científica, já em 1865, escreveu “Viagem ao redor da Lua”, narrativa na qual conta em detalhes, uma viagem ao satélite terrestre, desde sua concepção até o pouso naquele astro. Era apenas ficção científica, pois isto era impossível de se realizar na prática.
Aproximadamente, 100 anos após, e cerca de 500 anos das grandes descobertas, o homem realizou o impossível, quando no dia 20 de julho de 1969, Neil Armtrong o astronauta da Apolo 11, pousou na Lua pela primeira vez na história da humanidade, tendo ainda como tripulantes Edwin “buzz” Aldrin e Michael Collins. Isto era totalmente impossível, antes do homem conseguir voar, com “o mais pesado que o ar”, marca que foi conquistada por Alberto Santos-Dumont, quando pilotou, em 23 de outubro de 1906, seu avião 14 bis.
Mais impossíveis que deixaram de existir, pois se tornaram possíveis?:
A Telefonia móvel, o chamado telefone celular. Há alguns anos, o aparelhinho nada mais era que ficção científica. Este aparelho, o celular, como o concebemos e utilizamos hoje, era o meio de comunicação, com a tripulação, do Capitão James Tiberius Kirk, interpretado por William Shatner, na série Star Trek (Jornada nas estrelas). Era impossível, há um século, admitir tal meio de comunicação. No entanto, hoje, bilhões de pessoas utilizam este meio de comunicação, nos seus contatos diários.
Podemos citar coisas impossíveis? Podemos, mas pelo cotidiano da humanidade, e pela prática diuturna da existência humana, se transformarão em possível.
Podemos afirmar, então, que o impossível não existe? Há muitas dúvidas quanto a isto, pois somente o tempo pode dizer se uma coisa impossível, num momento, pode ser possível em outro momento.
Muitas gerações entenderam como impossíveis coisas que se tornaram possíveis pelas gerações posteriores.
Os milagres atribuídos a Cristo são fatos que, pelo menos naquele momento, representaram a transformação do impossível no possível.
A impossibilidade de morrer, por exemplo. Temos ainda que definir o que é a morte, e se ela realmente existe, para que possamos discernir entre a possibilidade e a impossibilidade da morte. É possível evitá-la ou não? Se isto, no decorrer do tempo, será atingido ou não?
Se entendermos que a morte física, como a concebemos, é mera transformação, então não haverá que falar, neste caso, em possível ou impossível, pois haverá uma perda de objeto para discussão.
No entanto, considerada a existência da humanidade como um todo, podemos afirmar, com grande porcentual de certeza, e disto provas temos em épocas e oportunidades várias, que o impossível não existe.
Muito, ainda, poderá ser escrito sobre o tema, com mais vagar, profundidade de análise e estudos.
João Szabo
12/10/2011
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