Em algum momento!
No presente momento da
eternidade sou um espírito errante, condição está obtida como conseqüência da
minha morte material.
Na minha erraticidade, então, pude compreender o porquê
da necessidade de uma nova encarnação, uma vez que:
Em algum momento não estendi
a mão para quem necessitava de um apoio!
Em algum momento virei as
costas para um sorriso amigo!
Em algum momento eu olhei de
cima para baixo para alguém que se vestia humildemente!
Em algum momento lancei
palavras duras para quem queria apenas compreensão!
Em algum momento decepcionei
pessoas que tanto confiavam em mim!
Em algum momento decidi ser
mais do que, na realidade, era!
Em algum momento fingi
desatenção, mesmo sabendo que alguém sofria ao meu lado!
Em algum momento prejudiquei
alguém por omissão momentânea!
Em algum momento desacreditei
de Deus, por problemas, perfeitamente, e humanamente aceitáveis, e que o
próprio passar do tempo demonstrou que assim o era!
Em algum momento sofri
orgulhosamente sozinho, sabendo que existia uma plêiade de amigos que não pensariam
duas vezes em me auxiliar!
Em algum momento debochei do
conhecimento do próximo, pois me achava um gênio, com a miséria de
conhecimentos que possuía!
Em algum momento endureci o
coração para um animal sofredor, quando poderia, senão resolver o problema,
pelo menos minimizá-lo!
Em algum momento julguei
errado, mesmo sabendo que não possuía todos os elementos necessários para
emitir um julgamento!
Em algum momento deixei de
dar atenção aos meus pais, atenção que depois esperei do meu filho!
Em algum momento ouvi com
desatenção os fatos que o meu filho me contava com tanto entusiasmo!
Em algum momento permaneci
calado, quando deveria me manifestar em defesa de alguém injustiçado!
Em algum momento exultei com
a morte de alguém que teria, dentro da minha concepção, me prejudicado!
Em algum momento, também, pensei
que estes microscópicos pecados não fossem o suficiente para macular a minha
condição de espírito superior (que estupidez)!
Em algum momento, entendi que
a soma destes alguns momentos formaram um grande momento, e que, portanto,
representaram uma boa parte da minha vida material, que tiraram de mim o
direito de não pretender uma nova encarnação!
Mas em algum momento
compreendi, também, que, após a minha morte material, deverei, em algum momento
da eternidade, reencarnar, como espírito imperfeito que sou, e dar
prosseguimento a minha depuração, visando meu aperfeiçoamento espiritual!
E, finalmente, em algum
momento, entendi que o caminho é simples: praticar a caridade, totalmente
desinteressada, apenas com o intuito de ajudar o próximo!
João Szabo
03/05/2013
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