sábado, 30 de dezembro de 2017


Um momento de erotismo

Meu amor: eu amaria estar com você, para namorarmos 

naturalmente e chegarmos às vias de fato, de forma 

romântica e carinhosa, para que todo o prazer de um 

momento de amor fosse alcançado em toda a sua plenitude 

sem constrangimentos e sem frustrações.  Eu queria te dar, 

amor, o orgasmo que você sempre sonhou, e talvez, por 

motivos vários, entende nunca ter alcançado.

João Szabo

30/12/2017


segunda-feira, 25 de dezembro de 2017


UM MOMENTO DE POESIA

SAUDADES

Saudades do tempo finado, do sol declinado, da noite fugida.
De certo sorriso, em lábios, que não mais, entreabertos, verei.
Da calma noturna, da brisa sentida, em momentos de enlevo,
Petrificados, em eternos momentos, que, contudo, não mais sentirei.

Lembranças voláteis de momentos fugazes, efêmeros lampejos,
De instantes felizes, que, em querer vivê-los, com medo, hesitei.
Do vestido vermelho, a moça, que nunca mais vi, nem senti,
não sou mais o mesmo, que viu e sentiu, e também não serei.

Das saudades, porém, renascem momentos ofuscados no tempo,
Motivando lembranças de instantes vividos que jamais viverei.
E das poucas saudades, não esquecidas, que gosto de ter,
A imensa que sinto é a saudade do beijo que nunca te dei!

João Szabo

02/09/2017

sábado, 23 de dezembro de 2017



UM CONTO DE NATAL

Vou escrever um Conto de Natal.

Por que mais um Conto de Natal, quando tantos luminares e gênios da literatura já o fizeram com melhor e maior propriedade?  Provavelmente todos os grandes gênios da literatura escreveram contos ou algumas linhas sobre o Natal, em alguns dos seus momentos de inspiração.

O Natal, a mais importante data da Cristandade, na qual se comemora o nascimento de Jesus Cristo deve, portanto, representar o momento em que a paz, a harmonia familiar e humana, a bondade, a magnanimidade, a suavização dos corações rudes, a compreensão, e a concórdia atingem o clímax.  O Natal representa o relaxamento das tensões, e o abrandamento das tensões, e o abrandamento das diferenças entre os seres humanos.

Mas, dizia eu, vou escrever um Conto de Natal.

O presépio se torna indispensável num Conto de Natal.  Da mesma forma a árvore de natal, com suas bolinhas coloridas; a ceia farta, ao redor da qual a família festiva e feliz se reúne; os pacotes de presentes e brinquedos, que iluminam os olhinhos e alargam o sorriso dos pequeninos.  Não podemos nos esquecer do Papai Noel ou São Nicolau, figura tão querida e tão ansiosamente aguardada pelas crianças. Não nos enganemos: bem no fundo do nosso âmago, bem no fundo dos nossos corações, onde subsiste aquele pedaço de menininho, ou menininha, existe aquela espera do Papai Noel. Nós nos recusamos a acreditar na sua inexistência, e naquele momento mágico do Natal, tanto como as criancinhas, aguardamos ansiosamente que o mesmo nos traga um presente. Pode ser uma flor, um abraço, um beijo fraterno e carinhoso do ser amado, ou apenas um telefonema desejando um bom Natal. A criancinha que eternamente subsiste em todos nós, almeja pela presença do Papai Noel. Nesse momento de magia, o nosso processador infantil, em toda a sua plenitude, extravasa todo o lado bom do ser humano, e esquecendo que não somos nem menininhos, e nem menininhas, aguardamos o nosso momento de podermos trocar algumas palavras com este maravilhoso ser de roupas vermelhas e barbas brancas. E, esta é a maior magia do Natal, quando após a espera ansiosa, e a não vinda do Papai Noel, o desculpamos, uma vez que no fundo acreditamos que apenas deixou de vir, pois teve algum contratempo que o impedisse de chegar.

Mas eu tenho como propósito escrever um Conto de Natal, e vou fazê-lo.

Será que o Natal existe quando não existe ceia de Natal?  E quando não há árvore de Natal com bolinhas coloridas? Nem pacotes de presentes? Nem família, nem Papai Noel, nem São Nicolau? Será que existe o aguardo do momento mágico que transforma os corações? É tudo tão nebuloso. O que dizer das criancinhas que não aprenderam que o momento do Natal é o seu grande momento? Talvez por não terem aprendido deixaram de usufruir a grandiosidade deste momento mágico. No entanto a humanidade ficará em débito com as mesmas, por lhes terem tirado este momento mágico chamado Natal. Preparar as crianças para ter saudade dos Natais da infância, além de ser uma obrigação dos pais, deveria ser um direito das crianças, inserido, inclusive, no Estatuto do Menor e do Adolescente.

Porém, como eu disse, vou escrever um Conto de Natal. Podem ter certeza que vou.

João Szabo

23/12/2017

sábado, 5 de dezembro de 2015

"SEMPRE TEM UM CORNO..."



Estava eu, juntamente com outros pedestres, atravessando uma Avenida movimentada, em São Caetano do Sul.

O semáforo verde estava a favor dos pedestres, quando de forma inesperada um motorista avançou o semáforo vermelho dele, quase atropelando os transeuntes.

Ouvi num alto e bom som: − “Sempre tem um corno!”

Realmente me pareceu até suave aquela observação, mas, no momento, bastante sensata e representativa da atuação do infrator.

No trânsito isto já está solidificado. Não é raro, portanto, que a frase seja ouvida com certa freqüência, até porque trânsito, parece, se traduz em formação e educação, que, convenhamos, não é o forte do brasileiro, num porcentual bem elevado.

Sugeriria, até, que fosse votada uma lei, que determinasse ao Setor competente pendurar em cada semáforo uma tabuleta com os dizeres: “Sempre tem um corno...”.

E cá com os meus botões fiquei ruminando a frase, e imaginando se cada deslize legal merecesse o som da frase ou uma tabuleta fiscalizadora da atitude ilícita.

Vamos imaginar em Brasília, se os nossos parlamentares, em ambas as casas congressuais, pudessem, a cada deslize cometido (e olha que não são poucos), ostentar na parte superior de seus gabinetes uma tabuleta com a frase “Sempre tem um corno...”.

Imaginem isto ocorrendo na porta dos Ministérios, Secretarias Estaduais e Secretarias Municipais, e também com os funcionários do primeiro escalão dos governos federal, estadual e municipal.

Sem exagerar se nos afigura que haveria uma quantidade imensa de tabuletas, onerando sobremaneira o contribuinte, já tão massacrado pelos impostos, cuja utilidade não é outra que não sustentar a corrupção e o desvio criminoso de muitos bandidos que estão hoje governando o país.

Imaginem estendermos isto para todos aqueles que não honram sua profissão, desviando o seu mister para a desonestidade? Da pedofilia na igreja, nas operadoras de telefonia, que com frequência recebem o crédito do cliente, mas não aparece na linha telefônica, e todas as situações possíveis e imagináveis!

Cada um dos leitores poderá imaginar onde e quando tais tabuletas, com os dizeres: “Sempre tem um corno...” poderá e merecerá ser instalada.

Não esqueçamos daqueles homens, cornos naturais, que orgulhosamente por aí desfilam exibindo a sua condição. Não obstante terem a sua condição conhecida, não poderiam deixar de ostentar, também, a sua tabuleta.

Agora, finalmente, com o quadro completo, poderíamos imaginar a quantidade de tabuletas que seriam expostas. Postes, pontos de ônibus, estações rodoviárias, ferroviárias e metroviárias ficariam abarrotas de tabuletas, com os mais variados tamanhos e cores (salvo se a lei viesse a regulamentar um formato padrão, para cada situação), impedindo, inclusive que se vislumbrasse o objetivo para o qual nos dirigimos!

Seria uma poluição visual inaceitável e maltratante.

Melhor não, então!

João Szabo

05/12/2015

NÃO HÁ DÚVIDAS DE QUE A MULHER É SUPERIOR AO HOMEM



Em oportunidades, várias, caros amigos leitores, nos deparamos com a necessidade de reavaliarmos nossos conceitos sobre determinada coisa, ou sobre determinadas idéias.

Estas oportunidades nos levam a aperfeiçoar, melhorar, refazer em parte, ou até totalmente, aquilo que não atendeu as nossas exigências ou necessidades.

Não ficamos, muitas vezes, satisfeitos com um texto elaborado ou com um trabalho acabado, e para torná-lo melhor, ou atualizá-lo, procuramos remover as supostas imperfeições e defeitos. Chegamos em inúmeras ocasiões, com tantas mudanças e inovações, a refazê-lo totalmente, de tal forma, que o que foi inicialmente elaborado perdeu totalmente a sua utilidade.

Vemos isto com uma freqüência assombrosa na tecnologia da computação, onde cotidianamente os sistemas são aperfeiçoados e ampliados através das atualizações.  Com uma insistência enervante você, leitor e leitora, recebem mensagens para atualizar sites e sistemas.

Então isto, parece, está incrustado na motivação existencial do ser humano!

A esta altura perguntarão os leitores: E o que o até agora exposto tem a ver com o título da crônica?

Antes de uma possível impaciência, ou um destempero emocional do prezado leitor, explico, então.

E mais, prezado leitor, não estou defendendo uma tese de que a Mulher é superior ao Homem. Eu estou fazendo uma afirmação.

Não estou querendo provar que a Mulher é superior ao Homem, mas apenas demonstrar o óbvio.

Não vou utilizar números, porcentagens ou estatísticas. Não vou fazer comparações de quem é mais inteligente, quem é mais forte, quem ama mais, quem tem o maior QI, quem é mais isso ou aquilo.

Utilizarei, para tanto, a própria palavra divina, dizendo que foi Deus, na sua sabedoria infinita, que no-lo demonstrou!

Vamos então, com espeque, na palavra divina, encontrada no Gênesis, Capítulo I versículo 26:

Então disse Deus: “Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança. Domine ele sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os grandes animais de toda a terra e sobre todos os pequenos animais que movem rente ao chão”.


Devemos entender que Deus criou o homem à sua semelhança, no sentido de como ele o é com relação aos outros seres criados por Deus na Terra. Por te sido dotado de racionalidade, se tornou superior aos outros criados.

Os atributos ligados a Deus de uma forma infinita e incompreensível, como o amor, a eternidade, a imutabilidade, a infinitude, a justiça, a liberdade, a onipotência, a onipresença, a onisciência, a Santidade, a Simplicidade, e a soberania, não foram outorgados ao homem, daí o porque esta semelhança é meramente simbólica, e assim deve ser interpretada.

Mas, caros leitores, continuemos:

Deus criou o homem como um ser racional e superior aos outros criados na Terra, o que lhe permitiu dominar os demais.


A humanidade se desenvolveu através dos milênios e séculos, se tornando com a conhecemos hoje, com todos os aperfeiçoamentos que foram necessários, para que o homem superasse as adversidades da vida e do meio em que foi criado.

E o exemplo da necessidade do constante aperfeiçoamento, caros leitores, foi dado pelo próprio criador, quando criou a mulher.

Então Deus não falhou nos detalhes da criação do homem, mas nos mostrou, apenas, que tudo pode e deve ser aperfeiçoado.

Então:

GÊNESIS I – versículo 21:

“Então o Senhor Deus fez o homem cair em profundo sono e, enquanto este dormia, tirou-lhe uma das costelas, fechando o lugar com carne”.


GENESIS I – versículo 22:

“Com a costela que havia tirado do home, o senhor Deus fez uma mulher e a levou até ele”.

Como podemos observar, então, Deus não criou a mulher como fez com o homem, mas a criou a partir do homem.

Podemos entender, já que não podemos admitir um erro divino, que a criação da mulher serviria como exemplo, para a humanidade, de que o homem, por ser dotado de racionalidade, poderia aperfeiçoar tudo, num constante progresso. E a própria evolução do ser humano, e a evolução do progresso, assim o demonstram.

Então fica claro que a mulher é a evolução do homem, e por ser uma evolução é, aquela, sem dúvidas, superior a este.

Diríamos que a mulher é um “upgrade” do homem. Uma atualização do homem, e tanto é verdade que vem aquinhoada com o dom da maternidade, que não havia no home, e, portanto, um amor totalmente desconhecido do mesmo.

A meiguice e a delicadeza da mulher contrastam, de forma evidente, da brutalidade do homem.

João Szabo

05/12/2015

domingo, 16 de agosto de 2015

ETERNO SONHO

Tenho vivido sonhando contigo.
Sonhando dormindo,  e sonhando acordado!.
Se durmo te sonho, e se acordo não sinto
E esqueço o ocaso do sonho sonhado

Ocupa o tempo da noite e do dia.
O sonho é constante e não parcelado.
Sua imagem flutua  entre tênues vapores,
Enquanto em transe te flerto calado.

Não sei em que instante te sinto mais perto,,
Se hoje, se sempre, no presente ou passado,
Não quero acordar deste sonho tranqüilo,
Quer esteja dormindo, quer esteja acordado..


João Szabo – 16/08/2015

domingo, 18 de maio de 2014


70 anos!

Ao me deparar com o espelho, hoje pela manhã, vislumbrei um homem com 70 anos. Em toda minha vida era a primeira vez que isto acontecia, e lembrei, e por isto que nunca havia acontecido, que eu estou, hoje, 18/05/2014, completando 70 anos de vida!

Vi-me na obrigação de estufar o peito e dar para mim um sonoro “Parabéns pra você”, com direito à musiqueta, palmas e hurras! 

Muitos amigos e amigas já completaram esta marca. Muitas pessoas, também, e algumas, inclusive, já a ultrapassaram de muito.

No entanto estou falando dos meus 70 anos.

De princípio, um longo caminho foi percorrido.

No entanto, hoje, depois de consumado, não parece que foi tão longo.

Parece que comecei minha viagem ontem.

Muitos fatos, ainda, se encontram, vivos. Alguns ficaram esfumaçados e dançam, de forma bruxuleante na minha mente, entre sombras e luzes. E outros mais se perderam nas brumas do tempo! Vez ou outra, de forma totalmente involuntária, alguns fatos, já perdidos no tempo, retornam com força de realidade, causando, alguns, uma saudade imensa, e langorosa, e, outros, emoções e sofrimentos.

Muitos amigos, e amigas, entraram e saíram da minha vida.
Alguns voltaram ao seu estado normal que é a espiritualidade, e outros, como eu, estão aqui, cumprindo sua missão, embalados na materialidade.

Muitos saíram da minha vida porque caminhos outros os levaram do meu convívio. De muitos nem sequer tenho notícias. De outros circunstancialmente recebo informações. Mas de qualquer sorte os tenho todos guardados no coração.

Foram muitos os momentos de alegria e felicidade, quando conheci o amor, e amei pela primeira vez. Quando encontrei a mulher dos meus sonhos, e quando nasceu o primeiro, e único filho, que como conseqüência trouxe inúmeras alegrias e uma quantidade infinita de emoções, e apreensões. A alegria imensa pela conquista do primeiro “canudo”! O prazer conquistado, e experimentado, ao concluir a última página de um livro. E tantos outros momentos pequenos na sua essência, mas de grandiosa força na existência pessoal.

De forma idêntica, foram muitos os momentos difíceis, e que muito me maltrataram, como quando Deus, na sua infinita sabedoria levou o meu filho do meu convívio. Talvez o momento mais sofrido, mais cruel, que me tirou o chão, que me desnorteou e que, momentaneamente, me embruteceu e me descaracterizou como ser humano. No entanto, também este mesmo Deus, que me atribuiu esta amargura, me fez ver os benefícios espirituais que tais circunstâncias oferecem àqueles que por tais fatos passam. Amadureci, evolui, e me depurei, espiritualmente!

Muitas decepções, também, fizeram parte desta trajetória. Não excluo, talvez, em alguns momentos as decepções que pude ter causado a algum amigo, amiga, ou pessoas presentes ou ausentes. Não o fiz, de qualquer forma, de forma voluntária, sinceramente. Se alguma vez assim agi, o foi totalmente involuntário, pelo que me penitencio e peço perdão a todos aqueles que decepcionados e ofendidos se sentiram!

Não quero que, neste modesto arrazoado, fique caracterizada uma perfeição, que absolutamente, como ser humano, não tenho. Errei, acho, em mais vezes do que acertei. Falhei inúmeras vezes, neste percurso. Algumas vezes por ser dono do mundo, e outras por pura inexperiência. Não participei, em algumas oportunidades, da vida de pessoas que naquele momento precisaram de mim.  Omiti-me, com certeza em situações que deveria estar presente. Falhei com pessoas que confiaram em mim, e errei, de forma primária, em outras tantas vezes. Apenas tenho para comigo que nunca tive a vontade, ou o objetivo precípuo de prejudicar. Se soubesse disto, por antecipação, não o faria, com certeza! E tenho convicção que, se possível, merecerei o perdão destes ou destas, que de forma inconsciente prejudiquei, ou causei algum ou qualquer malefício.


Poderia me estender, e falar, ainda, de conquistas, materialmente falando, e de conquistas intelectuais, no campo dos estudos e pesquisas, mas tais fatos são de irrelevante importância, se cotejados com os paradigmas das alegrias e momentos felizes passados.

Então agradeço, assim, a todos os amigos, e amigas, e pessoas presentes ou não, que ainda aqui estão, e os que já foram, mas que presentes espiritualmente aqui se encontram, todo o amor e carinho que me foram externados nesta minha caminhada pela vida, e principalmente a pessoa que me amou, e que me ama hoje incondicionalmente, de forma desinteressada e desapegada!

Eu os amo a todos. Fiquem com Deus, e se cuidem bastante.

Um grande e forte abraço, e um beijo extremamente carinhoso.

João Szabo

18/05/2014